Fascinada acho que é a melhor palavra para
descrever como me sinto depois de uma semana no curso Design de Fluxos de
Conversação, com os inovadores ESPM. O curso abordou entre tantos assuntos, a
preocupação com o lado humano. Muitas empresas entram nas mídias sociais apenas
preocupadas em disseminar uma mensagem, mas se esquecem do principal, que é
ouvir o que o seu público tem a dizer.
Pela primeira vez na história qualquer um pode ter voz. Independente da raça, da religião ou mesmo da
condição financeira, todos que tem acesso à internet e pertencem a uma mídia
social pode transmitir sua mensagem. O tempo em que o consumidor reclamava
sozinho com uma gravação de voz no setor de reclamação de uma empresa chegou ao
fim.
Hoje, se você comprou um produto e não
ficou satisfeito, basta um comentário no Twitter, ou qualquer outra mídia
social, para várias pessoas começarem a reclamar e se unirem a você, obrigando
as empresas a darem uma resposta. Em uma
dimensão maior, basta ver como as mídias sociais têm possibilitado verdadeiras
revoluções políticas nos países árabes para entender o alcance que elas possuem e o que são capazes de
fazer.
As classes C e D estão consumindo cada dia
mais e as classes A e B que estão por trás das mídias sócias das grandes
empresas insistem em ignorar esse público.
Durante o curso tive a honra de ter a presença do Dalton Martins em uma
das aulas e o que ele disse parece obvio, mas não está claro para maioria das
pessoas hoje: ao invés de procurar métrica para medir tudo, as empresas
deveriam estar preocupadas em entender o que elas querem dizer. O que eu entendo é que aquela Idea de
mensagem direta que sai do emissor e chega ao consumidor (nós) não funciona mais,
porque agora os consumidores têm voz e o mais importante, desejo de serem
ouvidos.